terça-feira, 31 de outubro de 2017

Colesterol Bom ou Ruim?


Saiba o que são Gorduras trans e como baixar os níveis de lipídios.

Os níveis elevados de colesterol e triglicerídeos não causam sintomas, mas podem aumentar muito o risco de doenças cardiovasculares como infarto cardíaco, acidente vascular cerebral (AVC ou derrame) e redução na circulação sanguínea dos membros inferiores.

O que são Lipídios? Quais são os tipos mais conhecidos?

O termo lipídios engloba os diversos tipos de colesterol e os triglicerídeos. Em termos práticos e simples vamos separar os principais lipídios cujo aumento faz bem (BOM) e os nos que é prejudicial (RUIM):

RUIM - Colesterol Total: níveis elevados estão associados com aumento de risco cardiovascular:
  1. Valores de referência

  • <  200 mg/dL: normal
  • .> 201 mg/dL: limítrofe
  • > 240 mg/dL: elevado

RUIM - Triglicerídeos: níveis elevados são associados ao aumento de risco cardiovascular, síndrome metabólica e pancreatite aguda.
  1. Valores de referência:

  • < 150 mg/dL: normal
  • > 151 mg/dL: limítrofe
  • > 200 mg/dL: elevado
  • > 500 mg/dL: muito elevado

RUIM - Colesterol LDL: combater seus níveis elevados é o principal objetivo do tratamento
  1. Valores de referência: dependem do risco cardiovascular!

  • Alto risco: Pessoas que tiveram Infarto Cardíaco e/ou AVC prévios, angina, doenças circulatórias ou risco cardiovascular calculado em 10 anos > 20%: manter níveis abaixo de 70 mg/dL e/ou reduzir em 50% dos níveis basais.
  • Risco intermediário ou baixo: 100-130 mg/dL 

BOM - Colesterol HDL: níveis elevados podem prevenir doenças cardiovasculares
  1. Valores de referência:

  • > 60 mg/dL: excelente
  • <40 mg/dL: risco aumentado


Qual o objetivo de controlar os níveis de lipídios?

Evitar doenças cardiovasculares. O tratamento dos lipídios revolucionou a medicina, reduzindo muito o número de mortes na população e é um dos principais responsáveis pelo aumento de expectativa de vida!

Quanto maior o risco cardiovascular do indivíduo, mais agressivo deve ser o tratamento para reduzir os níveis de colesterol, especialmente o LDL.

Qual o perfil das pessoas com maior risco cardiovascular?

  • Doença Cardíacas ou Cerebrais (Isquemia Cerebral ou AVC, Infarto do miocárdio)
  • Diabetes
  • Doenças familiares dos lipídios (níveis muito elevados)
  • Hipertensão (pressão alta)
  • Insuficiência Renal
  • Fumantes
  • História familiar de doenças cardíacas em pessoas jovens (< 55 anos em homens e <65 anos em mulheres)
  • Idade e sexo: o risco é maior em homens e aumenta ao longo da vida
  • Obesidadeduvida


Quem deve ter seus níveis checados (sreening)?

Com fator de risco cardiovascular (1 ou mais dos mencionados acima)
  • Homens a partir dos 25 anos e Mulheres a partir dos 35 anos

Sem fator de risco cardiovascular
  • Homens a partir dos 35 anos e Mulheres a partir dos 45 anos

Intervalo para repetir os exames

Não há um consenso sobre isso, mas seria adequado repetir os exames a cada 3 anos em pessoas de baixo risco que não estão realizando tratamento e anualmente nas pessoas com maior risco ou em tratamento. 

Como é feito o tratamento do aumento dos níveis de lipídios?

Dieta e exercício físico são fundamentais. Existem diversos tipos de dieta (falarei mais em outros tópicos) para baixar o colesterol, não há uma fórmula única para todos.

As medicações como as estatinas (rosuvastatina, atorvastatina, sinvastatina, pitavastatina, pravastatina) são as drogas de escolha para tratar os altos níveis de colesterol e reduzirem o risco cardiovascular. Existem outras medicações como os fibratos, ômega-3, orlistate, ezetimiba, entre outros que podem ser adjuvantes no tratamento.

Qual a quantidade necessária de exercício físico que deve ser realizada?

  • Pelo menos 150 minutos de atividade física de leve a moderada (caminhadas, por exemplo) por semana.
  • Comece de forma leve e promova aumento gradual de intensidade.
  • Não fique mais de 2 dias sem se exercitar.
  • Mantenha-se ativo: caminhe mais de 10.000 passos nas suas atividades diárias (instale aplicativos que contam passos no seu celular).
  • Todas as formas de exercício são recomendadas
  • Procure um profissional de educação física para evitar lesões osteomusculares


Quais os alimentos que podem ajudar a baixar as taxas de lipídios?

Alguns alimentos quando consumidos com moderação podem ajudar a baixar os níveis de lipídios. Alimentos ricos em ômega-3 e 6(1-2 porções ao dia)

  • Peixes gordurosos como Salmão, Atumsalmao
  • Azeite de Oliva Extra virgem

  1. Nozes, amêndoas e pistache (até 30g)
  2. Alimentos ricos em fibras

  • Frutas, verduras, alimentos integrais

  1. Evitar: gorduras saturadas, trans e hidrogenadas, além de alimentos ricos em carboidratos simples.

Atenção: se você está em uma dieta para perda de peso, esses alimentos podem conter uma quantidade grande de calorias, o que pode interferir na sua dieta.azeite de oliva

Sempre devemos tratar com medicações os níveis de lipídios elevados?

Nem sempre. Hábitos de vida saudável são indicados para todos, mas a indicação de tratamento farmacológico depende do risco cardiovascular.

Por exemplo, indivíduos de alto risco cardiovascular (2 ou mais fatores de risco) provavelmente necessitem tratamento mais precoce. Pessoas jovens, sem nenhum fator de risco, podem realizar tratamento apenas com modificação do estilo de vida (dieta e exercício físico) na maioria das vezes.


DÚVIDAS FREQUENTES:

O ovo de galinha aumenta o colesterol?

Muito se fala sobre o ovo de galinha. O fato é que ovos são uma boa fonte de proteínas e não costumam aumentar muito o colesterol se consumidos com moderação.

O que são gorduras trans?

São gorduras que aumentam os níveis do colesterol ruim (LDL). Embora alguns alimentos naturalmente possuam esse tipo de gordura, ela é muito presente nos produtos industrializados devido a hidrogenação dos ácidos poli insaturados.

A gordura hidrogenada é utilizada para dar deixar os alimentos crocantes e firmes em temperatura ambiente (biscoitos, margarinas, bolos, etc). Evite!

Manteiga, margarina ou óleo?manteiga

O mais importante é evitar gorduras saturadas ou trans. Óleos (oliva, canola, girassol, etc) costumam ter menor quantidade desse tipo de gorduras. Quando escolher uma margarina, opte pela que tiver menos gorduras saturadas e trans.

O segredo é a moderação.

Posso tomar suplementos alimentares para controlar o colesterol?

Suplementos alimentares podem ajudar, no entanto existem poucos estudos de boa qualidade que comprovem o seu benefício, além disso, costumam ser caros. As medicações utilizadas para baixar o colesterol são testadas em milhares de pessoas e comprovadamente reduzem o colesterol e principalmente o risco cardiovascular. Não substitua suas medicações sem conversar com seu médico primeiro. 

Como faço para saber o meu risco cardiovascular?

Você pode calcular o seu risco cardiovascular através da calculadora de risco da Sociedade Americana de Cardiologia (AHA) neste link:  http://tools.acc.org/ASCVD-Risk-Estimator/ 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O que fazer quando os níveis de açúcar estão muito baixos (hipoglicemia)?


Hipoglicemias podem ser fatais se não tratadas. Saiba quais são os sintomas e como agir quando a glicose está baixa demais.

A queda abrupta dos níveis de açúcar no sangue (hipoglicemia) é uma complicação  frequente no tratamento intensivo do Diabetes.  Episódios graves podem ser fatais se não tratados adequadamente. Saiba como prevenir e como agir diante de um episódio destes.



Quais são os níveis de açúcar considerados muito baixos (hipoglicemia)?

Geralmente valores abaixo de 70 mg/dL são considerados baixos.  Pessoas com Diabetes mal controlado (“acostumadas” com níveis altos de glicose) podem apresentar sintomas de hipoglicemia mesmo com níveis considerados normais (ao redor de 100 mg/dL)sintomas

Quais são os sintomas da queda dos níveis de açúcar no sangue?

Geralmente estes sintomas ocorrem de forma rápida e melhoram rapidamente com a ingestão de algum alimento (especialmente líquidos adoçados).

  • Tremores
  • Sudorese (excesso de suor)
  • Palpitações
  • Sensação de fome e ansiedade inexplicadas
  • Borramento Visual
  • Em casos mais graves: confusão, convulsões e até mesmo comapalpitaçoes
  • Quais pessoas tem risco de desenvolver estes sintomas?


Pessoas com Diabetes em tratamento que:

  • Usam insulina ou anti-diabéticos orais em doses  que podem baixar a glicose além dos níveis normais (especialmente glibenclamida, glimeperida, glicazida)
  • Permanecem um longo tempo sem se alimentar
  • Praticam atividade física intensa sem se alimentar corretamente
  • Bebem bebida alcóolica em excesso

Quais são os riscos de um episódio de queda aguda dos níveis de glicose?

Uma queda abrupta nos níveis de açúcar pode provocar um aumento da frequência do coração e, em pessoas suscetíveis, até mesmo um infarto cardíaco. Episódios mais graves podem desencadear convulsões ou provocar coma.

Hipoglicemias podem causar acidentes de trânsito, quedas,  especialmente em idosos.

O que fazer quando ocorrer um episódio de hipoglicemia?

  1. Se possível, verifique a taxa de açúcar para confirmar e mostrar futuramente ao seu médico (anote).
  2. Consuma 15 a 20 gramas de carboidratos (preferencialmente líquidos)
  3. Exemplo: uma colher de açúcar ou mel dissolvidas em água, um copo pequeno de refrigerante normal ou suco de fruta
  4. Verifique a glicose novamente em 15 minutos
  5. Repita o procedimento se os níveis se mantiverem baixos
  6. Se sua próxima refeição for demorar mais de duas horas. Faça um lanche (uma porção de carboidratos e proteínas)
  7. Evite alimentar em excesso para “compensar” um episódio de hipoglicemia. Isso pode piorar o controle de sua doença.
  8. Se não houver melhora: chame ajuda

O que é glucagon?

É um hormônio que faz o efeito oposto da insulina: aumenta os níveis de glicose (faz com que o organismo libere a glicose armazenada). É utilizado para situações de emergência, quando a pessoa está desacordada.

É vendido em farmácias, em forma de kit de emergência. Se uso é injetável, sub-cutâneo, como a insulina. Cada aplicação contém 1 mg e deve ser suficiente para restaurar a consciência rapidamente. Pode ser aplicado no abdome ou lateral da coxa. Seu custo é elevado, cerca de R$ 150,00 para cada aplicação.

O que fazer quando a pessoa está desacordada ou convulsionando?

  1. Chame ajuda!
  2. Proteja as vias aéreas (coloque a pessoa deitada de costas com a cabeça virada para o lado, evitando que ela se “afogue”)
  3. Aplique uma ampola de glucagon no abdome, se disponível
  4. Enquanto aguarda ajuda, você pode tentar colocar uma quantidade pequena de mel ou açúcar na gengiva da pessoa.
  5. Lembre-se: não ofereça líquidos ou alimentos para uma pessoa desacordada, ela poderá se engasgar e se sufocar.


Como prevenir um episódio de hipoglicemia?

Todo Diabético em tratamento medicamentoso deve carregar consigo uma porção de carboidratos para emergência. Prefira tabletes de glicose (venda em farmácia) ao invés de balas e doces para não comer nos momentos em que a glicose não está baixa.

Possuir um kit de glucagon pode salvar vidas em casos de episódios grave.

Evite permanecer  períodos prolongados sem se alimentar ou praticar atividade física sem orientação nutricional.

Verifique suas taxas de açúcar com frequência através da medida capilar (HGT). Anote os valores . Se os episódios forem frequentes ou graves: avise seu médico.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Nódulos e o Aumento da Tireoide


Tosse seca e desconforto ao engolir podem ser indicativos de alterações na Tireoide. Saiba quais são as causas e como é feito o tratamento.

A Tireoide é uma glândula em forma de borboleta que se localiza na região do pescoço. Seu aumento de volume pode causar tosse e dificuldade para engolir os alimentos. Saiba mais sobre as causas de aumento da glândula Tireoide e seu tratamento.


Para que serve a Tireoide?
A tireoide é responsável pela produção da tiroxina (T3 e T4), hormonios importantes para o metabolismo em geral. Estes hormônios, atuam na formação óssea, colesterol, pressão arterial, ciclo menstrual e outras diversas áreas.

Qual o tamanho normal da Tireoide?
A tireoide é uma glândula em forma de borboleta que se localiza na região anterior do pescoço (em frente a traqueia – onde passa o ar – e ao esôfago – onde passam os alimentos). Ela pesa em torno de 25 gramas e tem um volume de aproximadamente 10 ml, variando de acordo com o tamanho do indivíduo.

Quais são os sintomas do aumento da Tireoide?
A maior parte dos sintomas decorrem da compressão das estruturas próximas a tireoide, por exemplo o esôfago (onde passam os alimentos) e a traqueia (onde passa o ar).
Os mais frequentes são:
  • Tosse seca
  • Desconforto ao engolir os alimentos
  • Sensação de aperto no pescoço
  • Dor na região do pescoço

Alguns sintomas podem decorrer das alterações na produção dos hormônios da tireoide.
Excesso do Hormônios da Tireoide (tireotoxicose e/ou hipertireoidismo):
  • Palpitações
  • Tremores
  • Perda de peso não proposital
  • Agitação e insônia
  • Pele quente e úmida

Falta do Hormônio da Tireoide (hipotireoidismo):
  • Cansaço crônico e progressivo
  • Alteração no ciclo menstrual
  • Unhas quebradiças
  • Queda de Cabelos
  • Pele seca e fria


ATENÇÃO: Algumas outras doenças importantes podem causar sintomas semelhantes ao aumento da tireoide e avaliação correta pelo especialista é muito importante. As principais doenças nesta região são:
  • Tumores de cabeça e pescoço (laringe e faringe)
  • Aumento dos gânglios linfáticos (linfomas)
  • Lesões de cordas vocais
  • Doenças neuromusculares 
  • Tumores de Pulmão


O que provoca o aumento da Tireoide?
Existem duas formas de aumento da tireoide:
  • nódulos: benignos ou câncer de tireoide
  • aumento difuso e uniforme: tireoidites (inflamações) agudas ou crônicas

Como é feita a avaliação da Tireoide?   
A avaliação começa pela dosagem dos hormônios relacionados à função da Tireoide (TSH e T4 livre). Caso o exame físico esteja alterado (aumento de volume ou nódulos na glândula) uma ecografia da tireoide pode ser solicitada. A radiografia ou tomografia da região pode ajudar a avaliar o comprometimento das outras estruturas.
Quando a tireoide produz excesso de hormônios a causa deve ser identificada.
Exames como a cintilografia com captação de iodo e anticorpos dosados no sangue podem ser úteis. 

Como é feito o tratamento?
Caso ocorra excesso na produção de hormônios, o tratamento geralmente envolve medicamentos que inibem a produção dos hormônios como as tionamidas ou o iodo radioativo.
Quando há a falta dos hormônios da Tireoide, está recomendada a reposição através do uso da (levo)tiroxina.

Nódulos na Tireoide:
Os nódulos de tireoide são muito frequentes. Podem ocorrer em grande número e serem bastante volumosos. 
Além disso, podem produzir hormônios em excesso, mas a grande maioria é inativa. O risco de câncer é baixo, mas devem ser avaliados com cuidado. 

Punção da Tireoide:
Quando há presença de nódulos, a punção da tireoide por agulha fina (PAAF) com anestesia guiada por ecografia pode ser indicada dependendo do  amanho e das características do nódulo.
Cirurgia da retirada da tireoide (tireoidectomia):
Quando os nódulos são muito volumosos, causam desconforto (dor, dificuldade para engolir) ao paciente ou aparentam ser malignos, a cirurgia está indicada.

Quando devo consultar o especialista?
O médico especializado em distúrbios da tireoide é o endocrinologista. A avaliação correta das características dos nódulos, da função hormonal e da indicação cirúrgica pode ser complexa, necessitando de uma boa integração do endocrinologista com o cirurgião de cabeça e pescoço. Além disso, é recomendado que o acompanhamento do câncer de tireoide seja feito por um endocrinologista.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Deficiência de Vitamina B12: mais comum do que você imagina


Uso de medicações para Refluxo e Diabetes, além do Hipotireoidismo e da Cirurgia Bariátrica podem estar relacionados à deficiência da vitamina B12. Saiba mais neste artigo completo.

A Vitamina B12 é importante para diversos processos do organismo. O uso crescente de medicações para Refluxo e Diabetes, além de algumas condições clínicas frequentes como o Hipotireoidismo e a Cirurgia Bariátrica vem aumentando cada vez mais o surgimento de novos casos de deficiência de Vitamina b12. Saiba quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico.

Para que serve a vitamina B12?

A vitamina B12 (cobalamina) é necessária para produção das células sanguineas (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas), para regeneração dos nervos e neurônios e fortalecimento dos fios de cabelo e unhas. Além disso, é importante para quem planeja ou já está gestando.


Quais são os sintomas da falta da vitamina B12?

Geralmente a deficiência desta vitamina causa poucos sintomas, ou estes são pouco perceptíveis.
  • Anemia
  • Falta de memória
  • Queda de cabelos
  • Unhas quebradiças
  • Sintomas de demência (geralmente em idosos)
  • Formigamentos em pés e mãos

Onde encontramos a vitamina B12 na natureza?

Ela está presente nos alimentos de origem animal como carne e ovos. Alguns produtos como cereais matinais recebem suplementação de B12. Pessoas que possuem uma dieta balanceada ingerem quantidades suficientes de vitamina B12.

Quem tem mais risco de desenvolver deficiência da vitamina B12?

A principal fonte da vitamina b12 é a alimentação. Pessoas que consomem pouca carne e ovos ou possuem alguma deficiência de absorção têm risco aumentado. 

PRINCIPAIS CONDIÇÕES QUE PODEM PROVOCAR FALTA DE VITAMINA B12:

Vegetarianismo estrito

Pessoas que não consomem carne podem desenvolver a anemia. No entanto, vegetarianos que ingerem ovos de galinha regularmente dificilmente vão desenvolver a falta da vitamina b12.

Hipotireoidismo: 

O mecanismo específico ainda não é bem conhecido. Acredita-se que o motivo seja a presença de anticorpos (anti-tireoperoxidase ou anti-TPO). No entanto, em paciente cujos anticorpos não estão presentes uma prevalência de até 40% de caso de deficiência de vitamina B12. 

Cirurgia Bariátrica

Durante a cirurgia bariátrica (By-pass em Y de roux e Sleeve), uma parte estômago é grampeada (isolada). Nesta região, é produzida uma substância fundamental para absorção da vitamina B12. Logo, todas as pessoas que se submeteram a estes procedimentos devem fazer reposição de vitamina B12, preferencialmente através da formulação intra-muscular.

Vale lembrar que os estoques da vitamina duram até 1 ano e meio, por isso a deficiência não “aparece” nos primeiros anos após a cirurgia.


Usuários de Metformina (medicação para Diabetes):

A deficiência de vitamina B12 em pessoas que utilizam metformina pode ocorrer em até 10% dos casos e pode manifestar-se em menos de 3 meses de uso da medicação. O monitoramento dos níveis de B12 deve ser realizado pelo menos uma vez ao ano.

Outras condições associadas:
  • Usuários de medicações para refluxo/piorose (os -prazóis)
  • Gastrite (especialmente na presença de H.Pylori)
  • Doença Celíaca não tratada ou doença inflamatória intestinal

Como é feito o diagnóstico da deficiência da vitamina B12?

É feito através da dosagem da vitamina no sangue. Os valores dependem de cada laboratório. Na presença de sintomas sugestivos, o tratamento pode ser indicado mesmo em valores limítrofes.

Em geral, valores acima de 300 pg/mL são considerados normais. O excesso de vitamina B12 praticamente não tem relevância clínica e isoladamente não prejudica a saúde.

Como é feito o tratamento da deficiência de Vitamina B12?

O Tratamento é feito através da reposição da vitamina por via oral (dose diária ou 2-3x por semana) ou intra-muscular (dose mensal ou a cada dois meses). A preparação por via intra-muscular apresenta custo cerca de 10 vezes menor (cerca de 3 reais por mês).

ATENÇÃO: A reposição deve ser realizada somente após orientação e prescrição do seu médico.

Marque sua consulta: https://goo.gl/1Sgiyd

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

12 sintomas do câncer de mama


Os sintomas inicias de câncer de mama estão relacionados com alterações visíveis, como diferenças na forma ou na sensibilidade da mama, por exemplo.

Estes sinais podem surgir tanto na mulher como no homem e, quando descobertos precocemente, podem aumentar as chances de cura.





Assim, os 12 sintomas de câncer de mama que não devem ser ignorados incluem:

1.Alterações do tamanho ou forma da mama;
2.Vermelhidão, inchaço, calor ou dor na pele da mama;
3.Nódulo ou caroço na mama, que está sempre presente e não diminui de tamanho;
4.Inchaço e nódulos frequentes nas ínguas das axilas;
5.Assimetria entre as duas mamas, como, por exemplo, uma muito maior que a outra;
6.Presença de um sulco na mama, como se fosse um afundamento de uma parte da mama;
7.Endurecimento da pele da mama, semelhante a casca de laranja;
8.Coceira frequente na mama ou no mamilo;
9.Formação de crostas ou feridas na pele junto do mamilo;
10.Liberação de líquido pelo mamilo, especialmente sangue;
11.Inversão súbita do mamilo;
12.Veia facilmente observada e crescente.


Estes sintomas podem surgir em simultâneo ou isoladamente e, podem ser sintomas de câncer na mama inicial ou já avançado. Além disso, a presença de um algum destes sintomas não significa necessariamente a existência de câncer na mama, mas, deve-se consultar o médico mastologista, pois pode ser um nódulo benigno ou uma inflamação do tecido mamário, que necessita de tratamento. 

Quando existem outros casos de câncer de mama ou de ovário na família é recomendado avaliar o risco de se ter estes tipos de câncer. Para isso, é importante fazer um exame chamado teste genético.

Sintomas de câncer de mama feminino
A mulher com câncer de mama pode apresentar os sintomas referidos, como libertação de liquido pelo mamilo ou alteração do tamanho da mama, por exemplo. 

Para detetar precocemente o câncer, a mulher deve fazer o autoexame da mama frequentemente. 

Sintomas de câncer de mama masculino 


Os sintomas de câncer de mama no homem são semelhantes aos sintomas de câncer de mama na mulher, por isso, quando existe algum tipo de alteração na mama, é importante consultar um mastologista para diagnosticar o problema e iniciar o tratamento adequado. 

Sintomas de câncer de mama avançado
Os sintomas de câncer de mama avançado incluem outros sinais não relacionados com as mamas, como náuseas, dor nos ossos, perda de apetite, fortes dores de cabeça e fraqueza muscular e devem ser observados pelo mastologista o mais depressa possível.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Por que algumas pessoas nunca engordam?


Por que algumas pessoas nunca engordam?

Nosso corpo possui um sistema que determina o quanto da energia obtida através da alimentação será utilizada para as atividades metabólicas, e o quanto será armazenada. A isso se chama balanço energético.

Grande parte desse balanço energético se dá no tecido gorduroso, que pode ser classificado em dois tipos: branco e marrom.

O tecido adiposo branco é distribuído através do subcutâneo, grupamentos musculares, órgãos e vísceras ocas da cavidade abdominal e mediastino. Também é conhecido como gordura visceral. Não só armazena e fornece energia como também faz parte do controle metabólico do organismo.

Já o tecido adiposo marrom atua na manutenção da temperatura corporal através da queima de calorias, ou seja, está envolvido na determinação do gasto energético envolvido nesse processo, conhecido como termogênese.

Pensava-se que o tecido adiposo marrom estava presente apenas em recém-nascidos, porém estudos recentes mostram que está presente também em adultos, e sua quantidade varia de pessoa para pessoa. Está localizado principalmente em regiões próximas ao pescoço e ao longo dos principais vasos do tórax e do abdomen. 

O balanço energético depende em parte da atividade termogênica durante o repouso, que interfere no acúmulo de gordura corporal a longo prazo. A capacidade que o organismo tem de produzir energia durante o repouso tem papel cada vez mais importante na regulaçao do peso corporal à medida que adotamos hábitos mais sedentários.

Afinal, por que algumas pessoas não engordam?

A resposta está no tecido adiposo marrom. Este estudo mostra pela primeira vez que o tecido adiposo marrom em mulheres com magreza constitucional tem efeito protetor contra o acúmulo de gordura, principalmente pelo uso preferencial da gordura como forma de obter energia no repouso, o que não foi observado nos outros grupos estudados (mulheres com peso normal ou portadoras de anorexia nervosa).

Esse estudo traz novas perspectivas para o desenvolvimento de terapias que visem a estimular a atividade do tecido gorduroso marrom, seja fisiológica ou farmacologicamente, na tentativa de combater a obesidade e as doenças associadas a este quadro.

Concluindo: essas pessoas que há muito tempo vem sendo injustamente chamadas de "magras de ruim", na verdade são inocentes portadoras de um metabolismo avantajado.

Consulte nosso endocrinologista: https://goo.gl/1Sgiyd

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

MAMOGRAFIA: Entenda o Exame e a sua Importância


MAMOGRAFIA: ENTENDA O EXAME E A SUA IMPORTÂNCIA

A mamografia é um exame radiográfico de extrema importância, que tem como objetivo a avaliação das mamas. A partir dela, é possível identificar lesões benignas ou malignas, que geralmente surgem como nódulos.

O exame é realizado através de um aparelho de raio-x específico: o mamógrafo. O mamógrafo é capaz de identificar nódulos e calcificações antes mesmo de ser possível identificá-los através da palpação, portanto, a mamografia é um exame fundamental para a detecção precoce do câncer de mama.

Recomenda-se que o exame seja realizado anualmente por mulheres com mais de 40 anos. Para as mulheres que possuem histórico familiar de câncer de mama, é indicado que o exame seja realizado anualmente a partir dos 30 anos de idade.

Dicas para a realização do exame:

-Você precisará usar um avental específico da cintura para cima, portanto, vista duas peças de roupas separadas no dia do exame. Por exemplo: uma calça e uma camiseta confortável.

-Evite agendar o exame em um período próximo à menstruação. Devido às alterações hormonais, as mamas ficam mais sensíveis neste período, o que pode tornar o exame desconfortável.

-Converse com o seu médico e informe suas limitações, como implantes mamários, dificuldades para mover os braços, sensibilidade em alguma área da pele ou suspeita de gravidez.

-No dia do exame, não use cosméticos, como hidratantes ou desodorantes, na área das mamas.

A mamografia salva vidas! Converse com o seu médico e agende o exame. Lembre-se de compartilhar essa informação com as mulheres que você ama.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Sobre o Câncer, O que é?


Sobre o Câncer, O que é?

Todo câncer se caracteriza por um crescimento rápido e desordenado de células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2014-2015, produzida pelo Inca, o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer por ano. Desses, 57.120 mil serão tumores de mama.

O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames médicos.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Fatores de risco

O câncer de mama – e o câncer de forma geral – não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, alguns deles modificáveis, outros não.

O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável para o câncer de mama. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos podem ser mais vulneráveis.

Entre outros fatores de risco não modificáveis estão o aumento da idade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos de idade), a menopausa tardia (última menstruação após os 55 anos), nunca ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos.

Já os fatores de risco modificáveis bem conhecidos até o momento estão relacionados ao estilo de vida, como o excesso de peso e a ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool. Alterá-los, portanto, diminui o risco de desenvolver a doença. No entanto, a adoção de um estilo de vida saudável nunca deve excluir as consultas periódicas ao ginecologista, que incluem a mamografia anual a partir dos 40 anos.
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