segunda-feira, 16 de abril de 2018

Osteoporose: sintomas, tratamentos e causas


O que é Osteoporose?
Osteoporose é uma doença metabólica, sistêmica, que acomete os ossos. A prevalência da osteoporose, acompanhada da morbidade e mortalidade de suas fraturas, aumenta a cada ano. Estima-se que com o envelhecimento populacional na América Latina, o ano de 2050, quando comparado a 1950, terá um crescimento de 400% no número de fraturas de quadril para homens e mulheres entre 50 e 60 anos, e próximo de 700% nas idades superiores a 65 anos. Estima-se que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de seis mulheres para um homem a partir dos 50 anos e duas para um acima de 60 anos. Aproximadamente uma em cada três mulheres vai apresentar uma fratura óssea durante a vida.

Osteoporose é uma doença metabólica, sistêmica, que acomete os ossos. A prevalência da osteoporose, acompanhada da morbidade e mortalidade de suas fraturas, aumenta a cada ano. Estima-se que com o envelhecimento populacional na América Latina, o ano de 2050, quando comparado a 1950, terá um crescimento de 400% no número de fraturas de quadril para homens e mulheres entre 50 e 60 anos, e próximo de 700% nas idades superiores a 65 anos. Estima-se que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de seis mulheres para um homem a partir dos 50 anos e duas para um acima de 60 anos. Aproximadamente uma em cada três mulheres vai apresentar uma fratura óssea durante a vida.

Como qualquer outro tecido do nosso corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável, e isso acontece mediante a remodelação do osso velho em osso novo. A osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo - em alguns casos, pode ocorrer as duas coisas. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos, sujeitos a fraturas.

Perguntas frequentes
Quem não gosta de leite apresenta maior risco de ter osteoporose?
Não. Uma das dicas de prevenção da doença é preocupar-se com a ingestão mínima de cálcio necessário para manter os ossos saudáveis. São recomendados 1.200 mg por dia. Para quem não gosta de leite, é só recorrer a outros laticínios, como queijo.

Quem tem osteoporose não pode praticar atividade física?
Pelo contrário. Praticar exercícios físicos é essencial. Nesse caso, o ideal são exercícios como a caminhada e musculação.

Devo me preocupar com a osteoporose somente após a menopausa?
Não. Sua prevenção deve ser uma preocupação ao longo da vida. A redução do estrógeno que é o hormônio feminino acelera a reabsorção óssea, aumentando a osteoporose pós-menopausa. É importante ingerir vitamina D diariamente. Verduras e laticínios fortificados fornecem este tipo de vitamina.

A osteoporose é uma doença feminina?
Mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois têm os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa. No entanto, homens com deficiência alimentar de cálcio e vitaminas estão sujeitos à doença. Inclusive, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) criou o Programa de Osteoporose Masculina (PROMA), desde março de 2004, com o objetivo de quantificar as vítimas da doença para tratá-las e estudar a sua incidência.

A osteoporose é hereditária?
Não significa dizer que, se o histórico familiar é favorável à osteoporose, todos vão desenvolver a doença. Mas é importante, sim, identificar se os pais são portadores de osteoporose. Em caso positivo, deve-se manter cuidado redobrado na prevenção da doença. Explicação: a vitamina D é mais eficiente na absorção do cálcio em algumas pessoas do que em outras e essa característica é hereditária. Descendentes de pessoas que têm menor capacidade de absorção do cálcio no organismo e que apresentaram osteoporose quando adultas têm maior probabilidade de apresentar a doença. Mas nada que bons hábitos alimentares e atividade física não possam mudar este quadro.

Causas
Nós temos no corpo células responsáveis pela formação óssea e outras pela reabsorção óssea. O tecido ósseo vai envelhecendo com o passar do tempo, assim como todas as outras células do nosso corpo. O tecido ósseo velho é destruído pelas células chamadas osteoclastos e criados pelas células reconstrutoras, os osteoblastos. Esse processo de destruição das células é chamado de reabsorção óssea, que fica comprometido na osteoporose, pois o corpo passa a absorver mais osso do que produzir ou então não produzir o suficiente. Alguns problemas podem interferir na formação dos ossos:

Deficiência de cálcio
O cálcio é um mineral essencial à formação normal dos ossos. Durante a juventude, o corpo usa o mineral para produzir o esqueleto. Além disso, o osso é o nosso principal reservatório de cálcio, e é ele quem fornece esse nutriente para outras funções do corpo, como o funcionamento cardíaco. Quando o metabolismo do osso está em equilíbrio, ele retira e repõe o cálcio dos ossos sem comprometer essa estrutura. Esses nutrientes são obtidos por meio da alimentação, por isso, se a ingestão de cálcio não é suficiente, ou então o organismo não está conseguindo absorver esse cálcio ingerido, a produção de ossos e tecidos ósseos pode ser afetada, não havendo nutrientes suficientes para produzir o esqueleto e suprir toda a demanda de cálcio do resto do corpo. Dessa forma, a ingestão insuficiente ou a má absorção desses nutrientes pode ser uma das causas da osteoporose.

Envelhecimento e menopausa
Cerda de 80% dos pacientes com osteoporose a tem associada ao envelhecimento ou menopausa. No caso do envelhecimento, é necessário entender que os ossos crescem somente até os 20 anos, e sua densidade aumenta até os 35 anos, começando a perder-se progressivamente a partir disso. Isso quer dizer que até os 35 há um equilíbrio entre processos de reabsorção e criação dos ossos, e a partir dessa idade a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento. Caso o indivíduo não tenha criado um "estoque" de densidade óssea suficiente para suprir esse aumento gradativo da reabsorção, os ossos vão ficando mais frágeis e quebradiços, podendo levar à osteoporose.

Enquanto a mulher está em período fértil (menstruando) existe a produção acentuada do hormônio estrogênio. Quando abundante no corpo da mulher, o estrogênio retarda a reabsorção do osso, reduzindo a perda, além de ser responsável pela fixação do cálcio nos ossos, contribuindo para o fortalecimento do esqueleto. Em contrapartida, a mulher durante e após a menopausa tem uma produção muito reduzida de estrogênio, uma vez que ele não é mais necessário para o ciclo menstrual. O hipoestrogenismo irá contribuir para a perda de massa óssea mais acelerada, principalmente nos primeiros anos da pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa pode ser um gatilho para a osteoporose.

Em homens, baixos níveis de testosterona (hipogonadismo) também podem favorecer a osteoporose, uma vez que este hormônio entra na formação do tecido ósseo.

Doenças ou medicamentos
Outras condições podem levar ao surgimento da osteoporose, sendo responsável por 20% dos casos totais da doença, sendo entretanto muito comuns em pessoas mais jovens e sem outros fatores de risco:

  • Síndrome de Cushing
  • Hiperparatireoidismo primário ou terciário
  • Hipertireoidismo
  • Acromegalia
  • Mieloma múltiplo
  • Doenças renais
  • Doenças inflamatórias intestinais
  • Doença celíaca
  • Pós-gastrectomia
  • Homocistinúria
  • Hemocromatose
  • Doenças reumáticas

*Uso de medicamentos a base de glicocorticóides, hormônios tireoidianos, heparina, warfarina, antiepilépticos (fenobarbital, fenitoína, carbamazepina), lítio, metotrexato e ciclosporina.

Fatores de risco
Mulheres e homens orientais correm mais risco de sofrer fraturas pela osteoporose, por um problema anatômico no fêmur

  • História familiar de osteoporose
  • História prévia de fratura por trauma mínimo
  • Tabagismo
  • Baixa atividade física
  • Baixa ingestão de cálcio
  • Baixa exposição solar
  • Alcoolismo
  • Imobilização
  • Ausência de períodos menstruais (amenorreia) por longo período
  • Baixo peso corporal.


Últimas perguntas sobre Osteoporose

Existe alguma ligação entre osteoporose e anemia? 
A osteoporose causa dor?

Sintomas
  • Sintomas de Osteoporose
  • Dor ou sensibilidade óssea
  • Diminuição de estatura com o passar do tempo
  • Dor na região lombar devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral
  • Dor no pescoço devido a fraturas dos ossos da coluna vertebral
  • Postura encurvada ou cifótica.

A osteoporose é uma doença silenciosa, que dificilmente dá qualquer tipo de sintoma e se expressa por fraturas com pouco ou nenhum trauma, mais frequentemente no punho, fêmur, colo de fêmur e coluna. Outros sintomas que podem surgir com o avanço da doença são:

Na consulta médica
Caso você tenha algum fator de risco para a osteoporose, principalmente a chegada da menopausa, é importante pensar na visita a um médico para avaliar a necessidade de fazer um exame de densitometria óssea. Como a doença não apresenta sintomas, o profissional fará perguntas sobre o seu quadro geral, como doenças associadas, hábitos alimentares, sedentarismo, tabagismo e outros pontos que ele achar relevante, como a idade em que a mulher entrou na menopausa, por exemplo. A partir dessa análise clínica, o médico poderá dizer se você está ou não em risco para osteoporose e poderá indicar a realização de alguns exames.

Exames
O principal exame para rastreamento e diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea, um exame que avalia a densidade dos ossos e músculos do corpo, podendo identificar quando os ossos estão muito finos ou então quando a perda ainda está se iniciando. Além desse, a radiografia também pode ser indicada para a investigação da osteoporose.

Todas as mulheres de 65 anos ou mais e homens com 70 anos ou mais devem fazer a densitometria óssea anualmente, independente dos fatores de risco. Mulheres na pós-menopausa com menos que 65 anos de idade e homens entre 50 e 60 anos com fatores de risco também devem fazer o exame anualmente. Além disso, qualquer com que sofreu fraturas e tem risco associado tem indicação para fazer a densitometria a fim de diagnosticar uma possível osteoporose.

Diagnóstico de Osteoporose
Em geral, a perda óssea ocorre gradualmente com o passar dos anos. Na maioria das vezes, a pessoa irá sofrer uma fratura antes de se dar conta da presença da osteoporose. Quando isso ocorre, a doença já se encontra em um estado avançado, e o dano é grave.

Por não apresentar sintomas em seu estado precoce, não é possível fazer um diagnóstico clínico da osteoporose. Dessa forma, o diagnóstico tanto precoce quanto após uma fratura é feito com a densitometria óssea e radiografias. Além desses, o médico pode pedir outros exames para fazer o diagnóstico de causas secundárias da osteoporose, como dosagem de creatinina e dosagem de testosterona e estrogênio.

Tratamento de Osteoporose
A osteoporose é de cura difícil, quase impossível. No entanto, pode-se fazer da primeira fratura a última, ou então evitar qualquer lesão. Se você tem uma perda óssea importante, o tratamento pode impedir o agravamento, mas não irá eliminar a doença. Os objetivos do tratamento da osteoporose são controlar a dor, retardar ou interromper a perda óssea e prevenir fraturas. A escolha do tratamento irá depender da causa da osteoporose - se por excesso de reabsorção óssea ou por criação de massa óssea deficiente - e de outras doenças associadas.

Medicamentos
Existem várias medicações indicadas para o tratamento da osteoporose, que individualizadas a cada caso. Quando diagnosticada, a osteoporose tem uma ou outra indicação de medicamento, a depender da gravidade ou das causas secundárias. Alguns medicamentos comuns usados do tratamento da osteoporose são:

Raloxifeno: Conhecidos internacionalmente pela sigla SERM (selective estrogen receptor modulator), os moduladores seletivos de receptores estrogênios atuam estimulando ou inibindo a ação desses receptores. O raloxifeno é o SERM que possui efeito antirreabsortivo-ósseo, ou seja, ele inibe a reabsorção óssea. Ele promove o ganho de massa óssea na coluna lombar e colo do fêmur, bem como redução de fraturas vertebrais. O raloxifeno é recomendado para a prevenção e o tratamento da osteoporose da coluna vertebral. Não está recomendado para a redução de fraturas não-vertebrais e deve ser empregado somente em pessoas sem sintomas vasomotores.

Bisfosfonatos: Os bisfosfonatos são compostos com ação antirreabsortiva dos ossos. Existem vários tipos de biofosfonatos com características específicas para o tratamento de diferentes aspectos da osteoporose. O alendronato, o risedronato e o ibandronato são alguns tipos que podem ser administrados por via oral. Há também o zoledronato, que é administrado por infusão endovenosa. Em estudo clínicos, o ibandronato se mostrou eficaz na redução de fraturas vertebrais, já o risedronato, o alendronato e zoledronato são efeitos na redução de fraturas vertebrais e não-vertebrais, incluindo as de quadril. Todos os biofosfonatos citados são recomendados tanto para prevenção quanto para o tratamento da osteoporose.

Ranelato de estrôncio: O ranelato de estrôncio apresenta efeitos sobre a formação e a reabsorção óssea. Ele estimula os osteoblastos e reduz a função osteoclástica, ou seja, aumenta a formação de massa óssea e reduz a reabsorção, principalmente na coluna lombar e no colo do fêmur. O ranelato de estrôncio é recomendado para prevenção e tratamento da osteoporose na pós-menopausa.

Teriparatida: A teriparatida é uma substância que se liga ao receptor do hormônio PTH da paratireoide. Ela atua estimulando a formação dos osteoblastos, que são células responsáveis pela formação dos ossos. O maior diferencial do tratamento com teriparatida é que ela promove o crescimento do osso em vez de inibir a reabsorção óssea, como as outras classes de medicamentos. Sua administração resulta em ganho de massa óssea na coluna lombar e no colo do fêmur, além de redução do risco de fraturas vertebrais e não-vertebrais. A teriparatida tem indicação para o tratamento da osteoporose em pacientes de alto risco para fraturas, sendo administrado por via subcutânea. É usado principalmente para pacientes que usam medicamentos a base de corticoides.

Desonumab: O desonumab é um mecanismo de ação diferente, chamado de anticorpo monoclonal. Para entender a ação desse medicamento, vamos pensar nos osteoclastos e osteoblastos, que são as células destruidoras e formadoras dos ossos. Essas células se comunicam entre si para saber quando é preciso fazer uma reabsorção ou uma formação. Quando a mulher entra na menopausa, essa comunicação pode ficar alterada, levando a uma maior destruição do que criação óssea. A medicação atua nesse mecanismo específico de comunicação entre as células, retornando o equilíbrio. O desonumab é ministrado por via subcutânea e faz parte de uma nova classe de medicamentos, os biológicos.

Calcitonina: A calcitonina é um hormônio constituído de 32 aminoácidos produzidos por um grupo de células da tireoide. Ela atua inibindo a ação do paratormônio (PTH), um hormônio. A calcitonina e o paratormônio, quando estão em quantidades adequadas, equilibram a concentração de cálcio no sangue – o primeiro diminui o cálcio no sangue e o segundo, aumenta. Como consequência, o paratormônio estimula a reabsorção de cálcio e fosfato dos ossos e a absorção de cálcio pelos rins e intestino, ao passo que a calcitonina inibe a reabsorção óssea e diminui a reabsorção de cálcio no rim. Quando esses hormônios não estão equilibrados e o paratormônio está em maior quantidade, a reabsorção óssea aumenta, podendo levar à osteoporose. A calcitonina para o tratamento da osteoporose é obtida do salmão por síntese laboratorial, sendo cerca de 20 a 40 vezes mais potente que a humana. Seu principal efeito é inibindo a absorção de cálcio nos rins. Pode ser administrada tanto por injeção intramuscular ou subcutânea quanto por aplicação nasal. A calcitonina de salmão é considerada uma medicação de segunda linha para osteoporose, podendo ser recomendada no tratamento da osteoporose pós-menopáusica e para a redução de fraturas vertebrais.

Terapias
Reposição de estrogênio: Enquanto a mulher está em período fértil (menstruando) existe a produção acentuada do hormônio estrogênio. Quando abundante no corpo da mulher, o estrogênio retarda a reabsorção do osso, reduzindo a perda, além de ser responsável pela fixação do cálcio nos ossos, contribuindo para o fortalecimento do esqueleto. Em contrapartida, a mulher durante e após a menopausa tem uma produção muito reduzida de estrogênio, uma vez que ele não é mais necessário para o ciclo menstrual. O hipoestrogenismo irá contribuir para a perda de massa óssea mais acelerada, principalmente nos primeiros anos da pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa pode ser um gatilho para a osteoporose. A terapia de reposição hormonal é eficaz na prevenção da osteoporose e de fraturas vertebrais e não-vertebrais. No entanto, ainda não há evidência suficiente para recomendar o tratamento na redução do risco de fraturas no tratamento da osteoporose estabelecida. A tibolona, composto sintético derivado da testosterona e usado na reposição hormonal, atua sobre a remodelação do osso, promovendo ganho de densidade óssea. É administrada por via oral. O uso prolongado da terapia de reposição hormonal, por mais de cinco anos, com associação de estrogênios e progestagênios, produz um pequeno aumento do risco de câncer de mama de aproximadamente oito casos em cada 10.000 mulheres/ano. A terapia de reposição hormonal tem indicação no início do climatério para prevenção da perda de massa óssea em mulheres com fatores de risco associados, não estando indicada para o tratamento da doença estabelecida.

Suplementação de cálcio e vitamina D O cálcio e o fósforo são os principais nutrientes para constituição do osso. Para ser fixado aos ossos, o cálcio necessita da ação do hormônio estrogênio, que tem sua produção diminuída durante e após a menopausa, fator que leva à progressiva perda de massa óssea nessa etapa da vida. Por isso, a ingestão adequada de cálcio e sua suplementação são indicados para o tratamento e prevenção da osteoporose. Já a vitamina D é um nutriente importante na manutenção da saúde óssea, uma vez que suas principais funções são a regulação da absorção intestinal de cálcio e a estimulação da reabsorção óssea. As fontes de vitamina D incluem luz solar, dieta e os suplementos. Estima-se que 90% dos adultos entre 51 e 70 anos de idade não recebem o suficiente vitamina D de forma natural, sendo recomendada a suplementação. Recomenda-se que a suplementação de cálcio seja feita em associação com 800-1000UI de vitamina D ao dia. Não se recomenda o tratamento exclusivo da osteoporose com vitamina D isolada ou em conjunto com cálcio, porém o uso complementar desses nutrientes é fundamental para uma formação óssea adequada.

Cirurgias
Vertebroplastia:A vertebroplastia é um procedimento minimamente invasivo para tratar fraturas na coluna vertebral, melhorando a dor e a capacidade funcional desses pacientes em cerca de 90 a 95%. Ele é feito injetando cimento acrílico (polimetilmetacrilato, ou PMMA) no interior da vértebra
Cifoplastia:A cifoplastia é um procedimento ambulatorial usado para tratar fraturas por compressão dolorosa na coluna vertebral. O procedimento também é chamado cifoplastia com balão. Ele é feito injetando cimento acrílico (polimetilmetacrilato, ou PMMA) no interior da vértebra. A diferença entre a cifoplastia e a vertebroplastia é que a primeira utiliza uma espécie de balão, que é injetado na coluna e se infla, posicionando as vértebras corretamente antes da colocada do cimento ósseo.

Medicamentos para Osteoporose
Os medicamentos mais usados para o tratamento de osteoporose são:

  • Aclasta
  • Angeliq
  • Calde

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

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quinta-feira, 5 de abril de 2018

Distúrbios da tireoide: sintomas, tratamentos e causas


O que é Distúrbios da tireoide?
Distúrbios da tireoide são condições que afetam a tireoide, uma glândula em forma de borboleta localizada na parte inferior do pescoço. A tireoide tem um papel importante na regulação de numerosos processos metabólicos de todo o corpo. Diferentes tipos de distúrbios podem afetar a estrutura ou a função da tireoide.

Uma área fina de tecido em meio da glândula, conhecido como o istmo, une os dois lóbulos da tiroide em cada lado. A tireoide utiliza o iodo para produzir os hormônios vitais, sendo que os principais são a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). Esses hormônios são responsáveis pelo nosso metabolismo basal, ou seja, é ele que estimula as células a trabalharem e garante que tudo funcione corretamente no corpo.

A função da glândula tireoide é regulada por um mecanismo de auto controle que envolve o cérebro. Quando os níveis de hormônios da tiroide estão baixos, o hipotálamo no cérebro produz um hormônio conhecido como liberador de tirotropina (TRH), que faz com que a glândula pituitária (localizado na base do cérebro) libere o hormônio estimulador da tireoide (TSH).

Os distúrbios da tireoide ocorrem quando essa glândula pára de funcionar corretamente, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal. Uma vez que a glândula tireoide é controlada pela glândula pituitária no e pelo hipotálamo, distúrbios de estes nestes tecidos também podem afetar a função da tireoide.

Existem quatro tipos principais de doença da tireoide:

Hipertireoidismo (excesso de hormônio da tireoide)
Hipotireoidismo (redução de hormônio da tireoide)
Nódulos e Bócio benignos da tireoide (não cancerígena)
Câncer da tireoide.

Alguns distúrbios da tireoide comuns são:

Bócio
Bócio congênito
Bócio nodular tóxico
Câncer da tireoide
Carcinoma anaplasico da tireoide
Carcinoma da tireoide medular
Carcinoma papilar da tireoide
Hipertireoidismo
Hipotireoidismo
Neoplasia endócrina múltipla (MEN) II
Tireoidite silenciosa (sem dor)
Tireoide subaguda
Tireoidite crônica ou autoimune (doença de Hashimoto).

Sintomas de Distúrbios da tireoide
Os sintomas de hipertireoidismo, em que o corpo produz muitos hormônios da tireoide, podem incluir:

Perda de peso
Aumento do apetite
Aumento da frequência cardíaca, palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, nervosismo e transpiração excessiva
Evacuações mais frequentes, às vezes com diarreia
Fraqueza muscular, mãos trêmulas
Desenvolvimento de bócio (aumento do volume do pescoço - “papo”)
Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade.

Os sintomas de hipotireoidismo, em que o corpo não produz menor quantidade de hormônios tireoidianos, podem incluir:

Letargia, processos mentais mais lentos ou depressão
Frequência cardíaca reduzida
Aumento da sensibilidade ao frio
Formigamento ou dormência nas mãos
Desenvolvimento de bócio
Prisão de ventre
Alteração dos ciclos menstruais e fertilidade
Pele e cabelo secos
Unhas quebradiças

Tireoidite subaguda:

Leve dor na glândula tireoide
Tireoide sensível ao toque
Dor ou desconforto ao engolir ou virar a cabeça
Apresentar esses sintomas pouco depois de uma infecção viral, tais como da gripe ou sarampo.

Nódulos Benignos ou malignos (câncer de Tireoide):

Presença de deformidades na região cervical, especialmente na região da tireoide
Alteração da mobilidade da glândula à deglutição
Sinais e sintomas de hipertireoidismo ou hipotireoidismo de inicio abrupto
Por isso a necessidade do autoexame de forma regular.
Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, é importante acrescentar aos exames de rotina a dosagem dos hormônios tireoidianos e TSH.

Exames
Além da história médica completa e exame físico, exames especializados são usados para diagnosticar distúrbios da tireoide. 

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Pessoas com diabetes precisam controlar o consumo de gorduras


Doença que surge devagar, silenciosa e com poucos sintomas, o diabetes pode ocorrer pela falta de produção ou dificuldade na ação da insulina, hormônio que controla os níveis de glicose na corrente sanguínea, por motivos genéticos ou por hábitos e estilo de vida desregrados, como obesidade e sedentarismo.
Muito relacionado à obesidade e à gordura que se acumula no abdômen, as armas para o combate e controle do diabetes são a manutenção de peso saudável (ou emagrecimento) e a prática de atividade física constante, essenciais para reduzir os riscos causados pelo diabetes.

Atenção na Alimentação
Alguns portadores de diabetes acreditam que o maior vilão da sua alimentação são os carboidratos, principalmente os de alto índice e carga glicêmico, como, por exemplo, os açúcares, doces, pães, massas, arroz branco, batata, bolos, biscoitos, bolachas, entre outros.

Esses alimentos não tem passe livre na alimentação diária e devem ser consumidos com moderação, sendo diabético ou não, pois o excesso de glicose circulando em nosso sangue, vindo desses carboidratos, levam a uma oxidação excessiva de vários órgãos, principalmente vasos sanguíneos, o que leva a complicações como arteriosclerose, lesões renais, oculares e insuficiências circulatórios, mas não são apenas esses alimentos os responsáveis pela piora e descontrole dos níveis de glicose.


Os problemas das gorduras em excesso
Na preocupação de evitar erros na escolha de carboidratos, pacientes portadores de diabetes não se preocupam com a escolha das gorduras que ingerem no dia a dia. Com isso ficam vulneráveis a um grande fator de risco, facilitador das complicações comuns aos pacientes diabéticos, como citadas acima.
Estudos atuais revelam que a maior causa de óbito em pacientes diabéticos são as complicações cardiovasculares, principalmente infarto agudo do miocárdio, que podem ter correlação direta com o excesso e tipo de gordura que predomina em sua alimentação. A gordura saturada, presente nas carnes, leite e derivados, óleo de coco e óleo de dendê, ou a gordura trans, presente em biscoitos recheados, sorvetes, margarinas, chantilly, etc, são os tipos que prejudicam a saúde quando consumidas em excesso.

Esse desbalanço na escolha das gorduras é um fator de risco para a população em geral. Porém, o diabético corre risco maior por possuir fatores facilitadores como uma contínua oxidação excessiva quando mal controlados, o que permite sempre níveis altos de glicose no sangue. O acúmulo da gordura visceral é outro grande fator de risco porque obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para facilitar a entrada de glicose nas células, esse excesso estimula uma série de alterações no metabolismo, elevando o risco de aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol no sangue.

Quanta gordura posso consumir por dia
Em uma dieta balanceada, no máximo 10% das calorias a serem consumidas podem vir de gorduras saturadas, em pacientes colesterol alto e diabéticos descompensados o número cai para 7%, pois ao ultrapassarmos este limite ficamos vulneráveis ao aumento do colesterol no sangue, que leva a obstrução dos vasos sanguíneos, ocasionando infarto agudo do miocárdio e isso só ocorre quando o colesterol se oxida, problema frequente no paciente diabético.

Formas de prevenção
Ter uma alimentação equilibrada, comer devagar e evitar longos períodos em jejum. Evitar consumir alimentos ricos em gorduras saturadas. Fazer atividade física de maneira constante e de preferência com acompanhamento profissional. Dormir bem, uma boa noite mal dormida altera o relógio biológico e retarda o ritmo metabólico.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Saiba como cuidar dos pés e das unhas do bebê


Macacão com pezinho e calçados apertados ameaçam o conforto do seu filho

Fome, sono e cólicas são as causas de choro mais comuns entre os bebês. Um problema simples de resolver, mas muito desconfortável, costuma passar despercebido pelos pais: a falta de cuidados com as unhas do pé da criança. Dores causadas porque ele esperneou demais, e acabou batendo em alguma coisa, ou um cantinho de unha que inflamou incomodam bastante e, nem sempre, recebem a atenção merecida. A podóloga infantil Yumi Ikeda, de São Paulo, afirma que a maioria dos pais faz a escolha dos calçados infantis sem pensar no quanto o modelo pode atrapalhar o crescimento das unhas, por exemplo. Veja os conselhos dela e de outros especialistas para manter os pés do seu filho longe de qualquer incômodo.

Corte as unhas - com cuidado!

Corte as unhas - Foto: Getty Images

A podóloga infantil Yumi Ikeda afirma que o melhor momento para cortar as unhas do bebê é quando ele está dormindo. "Antes de começar, lave bem as mãos e use somente instrumentos esterilizados. O formato do corte depende do formato do dedo da criança. Mas, em geral, procure fazer um corte reto, que deixa os cantos crescerem para fora da pele", afirma. Cortes arredondados favorecem o surgimento de unha encravada. A manutenção deve ser feita a cada 20 dias. No caso de haver peles mortas no dedo do bebê, é melhor consultar um profissional de podologia infantil antes de cortar - isso evita machucados e inflamações.

Unhas encravadas

Além de fazer o corte correto das unhas, evitar macacões ou meias que apertam demais os pés do bebê é fundamental para prevenir inflamações na unha. "O atrito e pressão dessas peças junto à pele pressiona as unhas, que acabam encravando", afirma Yumi Ikeda. Procure optar por sapatinhos com materiais mais flexíveis ou de numeração maior.

Nada de macacão e sapato apertado

"Os ossos dos pés vão se formando com o passar dos anos e, por isso, é muito importante optar por calçados que permitam o crescimento dos pés", conta o ortopedista Sérgio Costa, de São Paulo.Segundo ele, macacões fechados nos pés precisam ser mais folgados para permitir que os dedos se movimentem. Também é preciso respeitar o formato e o tamanho dos pezinhos na hora de escolher modelos com a frente mais quadrada ou arredondada, por exemplo.

Calçado ideal

Calçado do bebê - Getty Images

Em vez de escolher o sapatinho mais bonito, prefira o modelo mais confortável para o seu bebê. Algumas características ajudam nessa escolha: procure modelos com formato anatômico, presença de uma palmilha elevada na região do arco longitudinal (aquela curvinha na parte de dentro do pé), solado antiderrapante e material firme e estável - solados de borracha e couro bem molinho, com revestimento interno de tecido, são boas opções.

Higiene adequada

Higiene do bebê - Getty Images

O pezinho precisa ser cuidadosamente enxugado após o banho do bebê, com atenção especial entre os dedinhos. Apesar de eles ainda não se sujarem muito e mal andarem, é preciso sempre deixar os calçados arejados e as meias limpas, trocadas com frequência. Isso evita não só o mau cheiro, como fungos e bactérias que se desenvolvem em locais escuros e úmidos.

De olho na curvatura

Pé do bebê - Getty Images

Alguns bebês podem ter pouca curvatura dos pés. Mas, na maioria das vezes, isso não é motivo de preocupação até os cinco anos de idade, quando o formato dos pés finalmente se define. "O desenvolvimento dessa curvatura é gradual, acompanhando o crescimento dos ossos da criança", afirma o ortopedista Sérgio Costa. O médico lembra que esses ossos são pequenos e bem frágeis, podendo se deformar com fatores externos, como calçados inadequados ou modo de caminhar errado. Caso os pais notem alguma alteração no pé, o ideal é mostrar o problema ao pediatra e verificar se há necessidade de alguma correção ortopédica.

Protetor solar

Protetor solar no bebê - Getty Images

Os pés não devem ser esquecidos na hora de passar protetor solar. A pele do bebê é bem mais fina e delicada que a de um adulto e, por isso, ainda mais sensível ainda aos raios solares. Seja na praia ou quando o bebê ficar descalço em um ambiente ao ar livre, mãos e pés precisam estar sempre protegidos contra os raios ultravioletas.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Sete mudanças de hábito que contribuem para baixar o colesterol


Escolher peixe em vez de carne, por exemplo, pode mudar o rumo da doença

Embora a palavra colesterol tenha adquirido um sentido pejorativo, ele é um tipo de gordura indispensável para o funcionamento do nosso metabolismo e está presente em todas as células do corpo. O problema é que existem dois tipos de colesterol: o HDL, chamado comumente de bom colesterol, e o LDL, o colesterol ruim. Em excesso, este último pode gerar diversas complicações para a saúde cardiovascular, podendo até levar à morte. Para evitar esses problemas, o Minha Vida reuniu sete dicas de hábitos que ajudam a prevenir ou - para aqueles que já receberam o diagnóstico - controlar a doença. Confira:

Optar pelo azeite de oliva
Embora seja calórico, com recomendação diária máxima estipulada em duas colheres de sopa, o azeite de oliva não só ajuda a diminuir o mau colesterol (LDL) como ainda aumenta o bom colesterol (HDL), explica o cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (Hcor), de São Paulo. Isso ocorre graças aos antioxidantes, como as gorduras monoinsaturadas e a vitamina E presentes no alimento.

Mas, apesar de fornecer esses e outros benefícios, como a capacidade de controlar o diabetes tipo 2, o azeite não deve ser a primeira opção na hora de preparar alimentos fritos. Neste caso, o mais recomendado é usar o óleo de soja, uma vez que ele mostra mais resistência à formação de compostos tóxicos quando aquecido.

Trocar a carne por peixe
Para alguns, a associação entre peixes e ácidos graxos ômega 3 é imediata. Mas será que você sabe por que eles são tão bem-vindos na dieta? Um dos motivos é o fato de eles serem uma gordura boa, do tipo insaturada, que reduz, portanto, os níveis de colesterol e triglicérides do sangue.

Além disso, como completa o cardiologista, eles ainda evitam a formação de coágulos que podem obstruir vasos, podendo causar um infarto. Ácidos graxos ômega 3 estão presentes em peixes, como salmão, truta e atum, e em outros alimentos, como linhaça, nozes, rúcula e milho.

Praticar exercícios
Exercícios - Foto Getty Images
"Praticar exercícios físicos regularmente é uma maneira eficaz de aumentar a queima de gordura corporal, reduzindo o mau colesterol (LDL)", aponta Daniel Magnoni. Treinos frequentes também atuam na perda de peso e no controle do diabetes e da pressão alta, problemas que muitas vezes acompanham quem está com colesterol alto. Resumindo: você melhora a sua saúde e, de quebra, ainda entra em forma.

Consumir mais fibras
Fibras não podem ficar de fora do cardápio de quem tem colesterol. Primeiro porque elas diminuem a absorção de gorduras pelo organismo, reduzindo o nível de LDL. "O outro motivo é o fato de elas aumentarem a excreção de colesterol na forma de bile", esclarece o especialista.

Assim, prefira alimentos integrais e consuma frutas com a casca, sempre que possível. Outro conselho é preferir a fruta em seu estado natural, pois, quando aquecida, ela perde parte de suas fibras.

Largar o cigarro
Fumantes naturalmente têm mais chances de ter problemas cardiovasculares do que os não adeptos ao tabagismo. No caso de quem tem colesterol alto, entretanto, o cigarro ainda age acelerando o aparecimento da aterosclerose, acúmulo de substâncias gordurosas no interior das artérias. Ou seja, os riscos de entupimento de um vaso ficam ainda maiores, aumentando a probabilidade de má circulação e até de um infarto.

Adicionar aveia às refeições
Embora a ingestão de fibras, em geral, seja benéfica para combater e controlar o colesterol, a aveia desempenha um papel de destaque na luta contra essa doença. Isso porque ela promove a sensação de saciedade por mais tempo, melhora a circulação, controla a quantidade de açúcar do sangue e ainda diminui a absorção de gordura pelo corpo, explica o cardiologista.

Tudo isso ocorre graças a uma fibra chamada beta glucana, presente nesse alimento. Melhor ainda é saber que a aveia pode ser adicionada a diversas refeições que incluem frutas, massas e até saladas, realçando seu sabor.

Escolher alimentos à base de soja
Os alimentos à base de soja podem não ter o mesmo sabor da carne original ou do leite, mas a verdade é que, se bem preparados, eles podem ser tão gostosos quanto quaisquer outros. E mais: eles não só combatem o colesterol ruim como ainda aumentam o colesterol bom, conta Daniel Magnoni.

A soja também ajuda a controlar problemas hormonais em mulheres na menopausa e ainda criam uma barreira no organismo contra infecções. Use a criatividade e prepare refeições ricas nesse alimento.

terça-feira, 13 de março de 2018

Síndrome mão-pé-boca: causas, sintomas e prevenção



Vírus é comum em crianças de até 5 anos e tem como principais sintomas o aparecimento de bolhas nas mãos e pés, além das aftas.

Bolhas na palma das mãos, sola dos pés e nos dedos que não param de se multiplicar em uma semana.

Aftas doloridas na gengiva, bochechas e na língua. Dor de cabeça, de garganta, perda de apetite e febre. Se o seu bebê apresenta esses sintomas, ele pode ter desenvolvido a síndrome mão-pé-boca.

A síndrome mão pé boca é causada por um enterovírus chamado Coxsackie, muito comum no sistema digestivo. 

O nome esquisito se refere a uma infecção causada por um enterovírus chamado Coxsackie, muito comum no sistema digestivo. E mesmo que a doença também possa aparecer em adultos, é mais frequente em crianças de até 5 anos de idade. Além dos sinais já citados, as bolinhas também podem atingir outras regiões do corpo como o bumbum, joelhos, cotovelos e até mesmo as genitálias dos pequenos.

O período de incubação, ou seja, da exposição ao vírus até a manifestação dos primeiros sintomas é de dois dias e eles geralmente persistem por um intervalo de 7 a 10 dias.

Algumas crianças também podem apresentar desidratação por sentirem dificuldade para beber água devido a quantidade de aftas na boca. Há a possibilidade de outros terem um quadro assintomático ou apenas se queixarem de dores na região da boca e um número bastante reduzido de bolhas na pele. Isso vai depender do sistema imunológico e das características de cada um.

Contágio da síndrome mão-pé-boca
O vírus pode ser encontrado nas fezes, muco do nariz e até mesmo no espirro e de uma pessoa. Como um dos comportamentos mais comuns da primeira infância é colocar tudo e as próprias mãos na boca, a doença é tão comum em crianças.

Embora os sinais da doença se pareçam muito com os de um resfriado, é fundamental que seja feito um diagnóstico de exclusão, ou seja, que os médicos tenham certeza de que se trata dessa doença em específico. Geralmente, o diagnóstico é confirmado pela presença de bolhas nas mãos e pés e pelas lesões na boca. Exames laboratoriais raramente são solicitados.

Como se trata de um vírus, o tratamento é realizado com base no controle dos sintomas. Portanto, além de antitérmicos, o pediatra pode receitar outros medicamentos para as bolhas e para as feridinhas na boca.

Mesmo que não haja uma vacina contra a doença, algumas medidas preventivas que podem reduzir significativamente as chances de contraí-la, como lavar muito bem as mãos da criança com água e sabão antes de fazer as refeições, lavar brinquedos e outros objetos usados com regularidade. Isso além de evitar o contato direto com crianças e adultos que tenham apresentado episódios recentes da doença.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Obesidade infantil: 6 comportamentos a serem evitados


Somente na América Latina, há 3,8 milhões de crianças menores de 5 anos acima do peso considerado normal para a idade.

Apesar de o tema estar sempre na pauta da mídia, a obesidade infantil é um problema cada vez mais preocupante – afinal, aquela criança gordinha tem risco aumentado de desenvolver doenças crônicas na idade adulta.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação seja exclusiva até que o bebê complete 6 meses de idade. A partir dessa faixa etária, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a alimentação infantil deverá ser ministrada de forma complementar, com vistas à formação do paladar.

Evitar esse cenário passa, primeiro de tudo, pela formação do paladar.

Mas isso não tem acontecido: no Brasil, apenas 60% das crianças com idades entre 6 meses a 2 anos comem, diariamente, legumes e verduras. Um cenário que faz crescer o número de crianças com excesso de peso. Mesmo que as gordurinhas pareçam inofensivas, não são. Caso a obesidade apareça na primeira infância, há grandes chances de persistir até a vida adulta, além de facilitar o surgimento de doenças como a aterosclerose, nome dado ao enrijecimento das artérias e outras complicações cardiovasculares ligadas ao coração.

Veja abaixo 6 comportamentos relacionados à alimentação que devem ser evitados durante os primeiros anos de vida, para que a criança cresça saudável, de acordo com o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos do Ministério da Saúde:

Evite que a criança faça refeições em frente a telas
É fundamental que a criança aprenda, desde muito cedo, que a hora de fazer as refeições é única e muito importante. Além disso, assim como todos os processos motores e cognitivos, os bebês estão aprendendo constantemente durante os dois primeiros anos de vida, e isso também acontece com a mastigação e a deglutição. Quando estão em frente de telas, sejam elas de TV, tablets ou smartphones, eles ficam com dificuldade para comer e podem, por exemplo, não mastigar direito ou não prestar atenção no que estão comendo, isso prejudica a sensação de saciedade e o processo de aprendizagem da alimentação.

Priorize alimentos in natura
O consumo precoce de açúcar está diretamente relacionado ao aparecimento da obesidade na primeira infância. A Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde recomendam que os bebês menores de 2 anos não consumam alimentos com açúcar, além de café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas. Além de indicar o uso do sal com (muita) moderação.

Evite que as refeições sejam feitas fora de hora
É fundamental que a criança entenda, desde muito cedo, que tem hora para tudo: para brincar, tomar banho, almoçar, jantar, dormir etc. Determinar, ao longo do dia, horários certinhos para que sejam feitas as refeições é muito importante para que ele saiba identificar, com mais facilidade, as sensações de saciedade. Lanchinhos entre as refeições estão permitidos, segundo indica a Sociedade Brasileira de Pediatria, mas é importante que eles também tenham um horário e um cardápio apropriado. Lógico que há dias em que podem haver exceções, elas só não podem se tornar regras.

A família precisa dar exemplo
Pesquisas científicas identificaram que a alimentação da família tem papel determinante no desenvolvimento dos hábitos do bebê. O sistema de aprendizagem dos pequenos se espelha no que eles veem e no que acontece à sua volta. Logo, se a criança vê os pais e familiares se alimentando de forma irregular, comendo muito e em horários displicentes, irá reproduzir o mesmo comportamento. As mães, principalmente, devem tomar maior cuidado: estudos comprovaram que aquelas que ingerem muitos alimentos obesogênicos, isto é, que contribuem para o ganho de peso, são mais suscetíveis a fornecer para os bebês uma dieta semelhante.

Não deixe que seu bebê desenvolva hábitos sedentários
Um bebê ativo é um bebê saudável e mais que isso: os estímulos têm papel fundamental no desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Durante os dois primeiros anos de vida, a brincadeira deve ser a principal atividade das crianças, de modo que ocupe a maior parte do seu tempo. Os bebês precisam aprender, desde cedo, a gastar toda a energia que os alimentos fornecem. O Instituto de Medicina dos Estados Unidos recomenda que os bebês brinquem, pelo menos, 15 minutos a cada hora. Brincar também melhora a densidade dos ossinhos dos bebês, além de minimizar os níveis de sedentarismo na adolescência.

Supervisione as refeições fora de casa
Ninguém melhor que você para saber o que é melhor para o seu filho, certo? Então, fique atenta à alimentação na escolinha ou creche. Acompanhe o cardápio e não hesite em avisar sobre os tipos de alimentos que você não quer que sejam oferecidos. A mesma dica vale quando a criança fica na casa de familiares, como tios e avós.
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